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29 março 2012

Por que eu amo a Dina ??!!!??

Sei dizer exatamente o que adoro nesta mulher, com certeza a sua beleza e naturalidade ao dançar, é a Dina... Uma construção especial na exatidão de sua existência, suas experiências, sem a possibilidade de cópia. Quem diz que existe não sabe quem é a Dina, olhar não é enxargar...




Ela é alegre, ousada, empática, pega a música e a coloca no corpo e retransmite de um modo único e brilhantemente especial.



Seu olhos são especiais, sua risada para o público que corresponde é sem igual, a intérprete mais carismática de Oum Kalthoum, sem dúvida.

Sempre senti a sua capacidade de ir além, sempre me pareceu diferente, e agora graças à Lalitha do blog Ventre da Dança estou tendo a possibilidade de saber mais de sua vida, através de sua bibliografia que conta de sua infância à sua vida cmo bailarina até então.


 

É um material lindo, pois conta como a Dina superou uma vida cheia de limitações que lhe tiraram do convívio de sua mãe que acreditava estar morta até um casamento para controlá-la... Dina  foi revolucionária na vida como mulher e como bailarina, e isto a faz única, especial e nada melhor que o seu relato para nos esclarecer o que mudou no  Egito das últimas décadas para a sociedade e para as bailarinas.

E claro, gosto da Dina pelo modo como ela demonstra a música, não preciso e não quero ver o malabarismo da "teoria ocidental de modismo", tenho horror a isto, quero ver a música, a forma pessoal dela lidar com a música. Dina é uma referência de dança até hoje porque ela não simplesmente dança uma música, ela a ama, a demonstra com a liberdade que merece, e é isto que a faz única no meio de tantas malabaristas e suas cópias, pois se tirar uma e colocar a cópia nem se percebe a troca...




O livro  Ma liberté de danser só está disponível em francês, vamos torcer para que apareça logo em inglês e daí a gente faz a festa, mas até lá vamos nos deliciar com os resumos do blog sobre o livro.


 

 

04 fevereiro 2012

Cap. 4 do livro “Eu Matei Sherazade” – Uma Mulher árabe funda uma revista sobre o corpo



Este capítulo fala do ápice da carreira de Joumana ao decidir no ano de 2007 fundar uma editora que teria uma mulher árabe como dona, e ainda uma revista árabe sobre o seu tema. Joumana passou ano batalhando sobre esta necessidade e convencendo as pessoas de que não estava louca por ter a certeza que uma revista sobre o tema corpo era absolutamente necessária naquele momento.  Eis que surge a revista Jasad (corpo em árabe).


Cap. 3 do livro “Eu Matei Sherazade” – Uma Mulher árabe escreve poesia erótica

Joumana começa todos os capítulos com “Uma Mulher Árabe” para demonstrar que há muitas possibilidades, mulheres fazendo a diferença e abrindo caminhos e mentes, mostrando que é possível ser...


 
Neste capítulo Joumana conta como foi o processo gradual de sua liberdade de expressão diante da sua comprovada liberdade de pensamento. Fazer ambos se sintonizarem foi um processo longo dentro da realidade árabe, não era só uma questão de escrever e pronto, era preciso ter forças para enfrentar muito mais que somente criticas, falar em árabe de suas idéias pode significa estar exposto para muito mais do que venha a imaginar que é possível, e assim foi com Joumana.


03 fevereiro 2012

Achei o site da Jasad em inglês!!!

Falar do livro e da revista de Joumana Haddad sem ver a revista, saber a sua cara, logomarca deixava uma cuiosidade imensa, e não é que escrevendo o nome da revista na internet eu chei logo de cara??!!!


  Esta é a logomarca da Jasad

Lá voce encontra um pouco da revista e artigos...



02 fevereiro 2012

Cap. 2 (Livro "Eu Matei Sherazade) - Uma Mulher Árabe sem lugar no mundo

* O vídeos abaixo possuem identificação das fotos e pessoas no link original do Youtube
(clique c/ botão direito do mouse e assista no Youtube)

Chegamos ao momento em que Joumana fala da Beirute que fez parte de sua vida, infância e memória, diferente da bela Beirute do inícios dos anos 70 cantada por Wadi El Safi, grande músico e compositor libanês. O Líbano de Joumana é o do som dos tiros bombas, ruinas, morte planto, perdas e estupidez. O que ela não esquece, especialmente por um som que a marcou para a vida toda, o "som do assobio" anunciante de mais uma destruição e perda (em 1975, conhecido como "Domingo Negro".

Ela se lembra dos seus pais recordando o Líbano do futuro que não se concretizou, como um sabor doce substituído pelo gosto amargo da pólvora. Joumana não poupa críticas ao novo Líbano, com uma aparência até moderna, mas antiquado e cheio de censura e mentiras.



Somente após fazer 17 anos Joumana pisou em Beirute Ocidental, e as opiniões se dividem sobre o que era, o que é, a artificialidade de tentar reconstruir uma cidade marcada por bombas como se nada tivesse acontecidos, como se 24h de guerra todos os dias no ouvido não fossem marcantes. 


01 fevereiro 2012

Eu Matei Sherazade...algumas considerações

E voltamos com o cap. 2 deste livro que achei extremamente interessante...

Mas devo informar que não escreverei em detalhes sobre todos os capítulos, apenas quis destacar os dois primeiros capítulos por serem bastante instrutivos sobre o Líbano dos últimos 35 anos, e a condição da mulher árabe de um modo geral.

Os cap. 3 e 4, 6 e 7 serão analisados juntos, e destacarei o cap. 5 onde Joumana nos fala um pouco mais sobre o que é ser uma mulher árabe.

Também vou destacar aqui alguns textos alguns textos e outros blogs que valem a pena ser relembrados.

30 janeiro 2012

Do Livro "Eu Matei Sherazade" - Cap. 1 - Uma Mulher árabe lê Marques de Sade"


Tenho que admitir que não sabia o que esperar deste capítulo. O que será que Joumana iria me contar? Diante da época descrita por ela não sabia o que esperar, então comecei a ler capítulo rumo ao Bellydance Eilat Festival...


É preciso admitir que Joumana passou até que bem pelo processo da adolescência, esta não dava ponto sem nó, como dizemos por aqui e é isto que posso dizer que é narrado neste capítulo, a construção do indivíduo mulher, a curiosidade pelo mundo, e o sexo.




08 janeiro 2012

LEITURA: "Eu Matei Sherazade" - um livro sobre a realidade feminina árabe ou global??

Pois é...

Tem coisas que acontecem com a gente e parace o destino mesmo, estava em busca de um livro para começar este ano de 2012 com uma leitura intrigante e dentro da minha dinâmica complexa de ler o mundo, como o meu francês é nulo... não poderia ser o livro de uma das minhas bailarinas preferidas, a Dina (prefácio voce pode acessar no final do texto. 
Então resolvi buscar um livro de literatura árabe sobre a realidade feminina e eis que surge "Eu Matei Sherazade"...




Achei curioso, então resolvi buscar mais informações sobre o livro na internet, praticamente esgotado, na editora mesmo (Record) não tem, achei o meu nas Casas Bahia e chegou dia 7/jan, 3 dias antes do prazo, e eis que comecei a folheá-lo no mesmo dia enquanto arrumo as minhas malas para ir pela primeira vez ao meu evento sonhado, o Eilat Bellydance Festival em Eilat/Israel de outra bailarina que amo... Orit Maftsir.

25 dezembro 2011

P/ LEITURA: Ventre da Dança: Ma liberté de danser - Prefácio

Ventre da Dança: Ma liberté de danser - Prefácio: Gente, como eu ando enrolada, mas não quero deixar o blog sem atividade, vou fazer algo que as meninas que foram na minha palestra no início...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ma liberté de danser - Prefácio

Gente, como eu ando enrolada, mas não quero deixar o blog sem atividade, vou fazer algo que as meninas que foram na minha palestra no início de dezembro pediram: vou colocar o material da palestra aqui :-)

Mas vou colocar aos poucos, até pra não enjoar, ok? Então, farei o seguinte, a cada 15 dias vai sair um resumo de cada capítulo do livro, junto com a pesquisa que eu fiz por fora, tanto da história da Dina quanto da história do Egito e de outras bailarinas também. Também separei alguns trechos do livro e traduzi para ilustrar.

Então, para começar eu traduzi todo o prefácio, que é muito lindo!

Com vocês, Ma liberté de danser!



PREFÁCIO
Dina, a última bailarina

Existem tantos Egitos... aquele das rochas, da eternidade faraônica, dos templos e das pirâmides. Aquele das areias, dos desertos cor de ocre, das redondas dunas. Aquele do Nilo, com suas paisagens inalteradas há séculos, seus camponeses em roupas brancas curvados sobre os campos de cana de açúcar.

Também existe o Egito dos mitos. Aquele dos deuses e deusas, dos faraós e suas rainhas, cuja graça e elegância enfeitiçam ainda as paredes dos monumentos que mais de 15 milhões de turistas visitam por ano. Mas, cada noite, do Cairo à Assuã, da costa de Alexandria até a beira do rio em Luxor, esses turistas estão também a procura de uma outra lenda: aquela da bailarina de dança do ventre, mulher absoluta, sedutora e feiticeira.

Esse mito, com o qual cruzei numa noite de abril. Uma dessas noites que o Cairo adora prolongar nos cinemas, restaurantes e cafés. Para o viajante, o estrangeiro de passagem, que não conhece esse país, essas noites são uma oportunidade de mergulhar em uma das realidades do país, longe dos batidos clichês turísticos. É preciso ir até a beira do Nilo, para ver o rio pontilhado por uma guirlanda brilhante de barcos, onde famílias inteiras vadiam, jovens e velhos juntos numa alegre corrente humana nas bordas dos navios. É preciso ir aos teatros, onde a boa sociedade cairota se aperta para aplaudir os grandes atores, cujas atuações são comentadas nas colunas dos jornais de Argel até Damasco. Ao mesmo tempo, no centro da cidade, certos cafés recebem escritores e intelectuais, que ficam por horas nos seus salões, no meio da fumaça dos cigarros e do vapor quente das taças dos chás perfumados com menta. Nessas noites, o Cairo lembra a sua gêmea imaginária, a capital das mil e uma noites, dos mil e um prazeres.

21 dezembro 2011

P/ LEITURA: Ventre da Dança: Ma liberté de danser

Ventre da Dança: Ma liberté de danser: Por Lalitha Quem conhece meus outros blogs (é só ver aí do lado rsrsrsrs) sabe que sou viciada em livros. Viciada em níveis quase doentio...

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Ma liberté de danser

Por Lalitha


Quem conhece meus outros blogs (é só ver aí do lado rsrsrsrs) sabe que sou viciada em livros. Viciada em níveis quase doentios. Mas de vez em quando esse vício rende frutos excepcionais, e um exemplo disso é o livro da bailarina egípcia Dina, que foi lançado esse ano na França.

Você leu certo, a musa inspiradora de muitas bailarinas no mundo inteiro lançou um livro! Auto biográfico! Com ajuda de uma repórter francesa, claro, também não é para tanto.

Fiquei namorando o bendito livro por um mês na Amazon francesa, até chegar a conclusão que não dava para não comprar, e aí arranjei uma bela desculpa para comprar 20 livros (divididos entre a Amazon americana e francesa, veja bem), desses a maioria fala sobre a dança do ventre ou sobre o mundo árabe... mundo civilizado é outra coisa!

Pois bem, o livro da Dina é MUITO LEGAL! Além de ser escrito na primeira pessoa, com ela contando para você como foi a vida dela até hoje, inclui impressões de primeira mão sobre como a relação do povo egípcio com a dança do ventre foi mudando nos últimos 20, 30 anos. Em outras palavras, ainda por cima é uma bela aula de história e de cultura! Podia pedir mais?

Então, como o livro por enquanto só está disponível em francês (mais fresquinho do que isso impossível!!!!), vou dar uma ideia do que vocês podem encontrar na história da Dina, mas sem spoiler, porque acho sacanagem. Ela passa por todos os momentos marcantes da sua própria vida, o que é bem interessante, afinal todas querem saber como foi que ela começou a dançar, não é? Onde ela aprendeu, com quem, se teve problemas com a família por conta da sua escolha... está tudo lá! De quebra ela descreve como é o seu dia a dia de diva no Egito! Uma ralação só... fiquei impressionada. Passa pelo nascimento do filho dela (a descrição do parto é ótima! Melhor propaganda da dança do ventre que já li), pelos casamentos mais importantes (inclusive a morte de um marido) e pelo escândalo em que ela foi envolvida e que aqui no Brasil quase ninguém ouviu falar.

De lambuja, ela comenta e explica porque nos vídeos antigos você vê todas as mulheres assistindo aos shows de dança do ventre descobertas, usando decote e cabelos da moda (da época, pelo amor de deus, o que é aquilo!), mas nos vídeos mais contemporâneos você conta nos dedos (isso quando você encontra) as mulheres que não estão usando véu. Pura aula de história e antropologia!