Mostrando postagens com marcador LEITURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LEITURA. Mostrar todas as postagens

30 agosto 2013

Santa Ignorância Batman!!! Será que só a morte ao Diferente vai salvar a Humanidade?

Tem dias que só um "Santa Ignorância Batman!!!!!" é capaz de colocar em poucas palavras a indignação com programas e pessoas incoerentes e que claramente não são capazes de usar a droga do cérebro para um "Ops, peraí, mas..."     É aquela paradinha que a sua consciência dá ao perceber que algo muito sem noção ou contraditório sai da sua boca. 




 
Eu sei, talvez eu queira muito acreditar que certas coisas poderiam não acontecer, acreditar naquela balela do "em pleno século XXI", mas aí vc liga a TV e lembra que a humanidade adulta é mais infantil do que aparenta, constrói o sofrimento de vários pra depois ir lá e falar "tamo junto!"

13 fevereiro 2013

"Mulhesres que Mudaram o Mundo" e nem sabemos??!!!

Este post é simples, mas rico em conteúdo e construído no mais absoluto por acaso, no estilo uma coisa puxa a outra e...Aqui estamos!!!

Ele também serve para que as informações postadas no facebook não se percam em meio à tantas coisas postadas.

Neste post começou com uma pesquisa que estava fazendo sobre livros bigraficos de mulheres que com sua vida mudaram o mundo, pois é impossível tocar no tema sem citá-la em algum momento.




Nesta busca comecei encontrando o rico livro Ayaan hirsi ali - infiel a mulher que desafiou o islã uma história poderosa, no início pensei que era o livro relacionado a um filme do mesmo tema chamado "Flor do Deserto", mas vi que era sobre a vida da ex-modelo somali Waris Dirie, aqui voce pode ler um pouco sobre ele - http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/164480/flor-do-deserto/

04 fevereiro 2012

Cap. 4 do livro “Eu Matei Sherazade” – Uma Mulher árabe funda uma revista sobre o corpo



Este capítulo fala do ápice da carreira de Joumana ao decidir no ano de 2007 fundar uma editora que teria uma mulher árabe como dona, e ainda uma revista árabe sobre o seu tema. Joumana passou ano batalhando sobre esta necessidade e convencendo as pessoas de que não estava louca por ter a certeza que uma revista sobre o tema corpo era absolutamente necessária naquele momento.  Eis que surge a revista Jasad (corpo em árabe).


03 fevereiro 2012

Achei o site da Jasad em inglês!!!

Falar do livro e da revista de Joumana Haddad sem ver a revista, saber a sua cara, logomarca deixava uma cuiosidade imensa, e não é que escrevendo o nome da revista na internet eu chei logo de cara??!!!


  Esta é a logomarca da Jasad

Lá voce encontra um pouco da revista e artigos...



02 fevereiro 2012

Cap. 2 (Livro "Eu Matei Sherazade) - Uma Mulher Árabe sem lugar no mundo

* O vídeos abaixo possuem identificação das fotos e pessoas no link original do Youtube
(clique c/ botão direito do mouse e assista no Youtube)

Chegamos ao momento em que Joumana fala da Beirute que fez parte de sua vida, infância e memória, diferente da bela Beirute do inícios dos anos 70 cantada por Wadi El Safi, grande músico e compositor libanês. O Líbano de Joumana é o do som dos tiros bombas, ruinas, morte planto, perdas e estupidez. O que ela não esquece, especialmente por um som que a marcou para a vida toda, o "som do assobio" anunciante de mais uma destruição e perda (em 1975, conhecido como "Domingo Negro".

Ela se lembra dos seus pais recordando o Líbano do futuro que não se concretizou, como um sabor doce substituído pelo gosto amargo da pólvora. Joumana não poupa críticas ao novo Líbano, com uma aparência até moderna, mas antiquado e cheio de censura e mentiras.



Somente após fazer 17 anos Joumana pisou em Beirute Ocidental, e as opiniões se dividem sobre o que era, o que é, a artificialidade de tentar reconstruir uma cidade marcada por bombas como se nada tivesse acontecidos, como se 24h de guerra todos os dias no ouvido não fossem marcantes. 


01 fevereiro 2012

Eu Matei Sherazade...algumas considerações

E voltamos com o cap. 2 deste livro que achei extremamente interessante...

Mas devo informar que não escreverei em detalhes sobre todos os capítulos, apenas quis destacar os dois primeiros capítulos por serem bastante instrutivos sobre o Líbano dos últimos 35 anos, e a condição da mulher árabe de um modo geral.

Os cap. 3 e 4, 6 e 7 serão analisados juntos, e destacarei o cap. 5 onde Joumana nos fala um pouco mais sobre o que é ser uma mulher árabe.

Também vou destacar aqui alguns textos alguns textos e outros blogs que valem a pena ser relembrados.

30 janeiro 2012

Do Livro "Eu Matei Sherazade" - Cap. 1 - Uma Mulher árabe lê Marques de Sade"


Tenho que admitir que não sabia o que esperar deste capítulo. O que será que Joumana iria me contar? Diante da época descrita por ela não sabia o que esperar, então comecei a ler capítulo rumo ao Bellydance Eilat Festival...


É preciso admitir que Joumana passou até que bem pelo processo da adolescência, esta não dava ponto sem nó, como dizemos por aqui e é isto que posso dizer que é narrado neste capítulo, a construção do indivíduo mulher, a curiosidade pelo mundo, e o sexo.




29 dezembro 2011

P/ LEITURA: "Les danseuses du Caire" ­ - “The Belly Dancers of Cairo”

Pois é...chegamos ao final do ano de 2011, e começamos a pensar nas coisas, algumas vezes rimos, outras nos indignamos por termos sido inocente, outras ficamos irritados com uma chance que passou, enfim... é a vida, e é assim que acontece todos os anos, pois escolhemos, erramos, acertamos e seguimos a vida.

Na minha avaliação da minha face de dançarina do ventre, o balanço foi bom, descobri meu jeito, meu estilo, meu gosto, então tá bem legal, e dancei muito. Obrigada 2011!!!!

Estava na busca de um link da Dina, do seu livro biografia, e acabei por encontrar este artigo no site da Luna of Cairo.

"Les danseuses du Caire" ­ - “The Belly Dancers of Cairo” (em inglês)
http://kissesfromkairo.blogspot.com/2011/06/les-danseuses-du-caire-belly-dancers-of.html


Ao ler este artigo sobre coisas que podem acontecer a uma dançarina de dança do ventre no Cairo, soa tão estranho e absurdo quanto dentro de contexto da realidade de um país que está lutando para sair de uma ditadura, tem questões religiosas fortes misturadas ou não ao Estado ditador, ao mesmo tempo que seus homens e mulheres buscam liberdade, condições melhores de vida em igualdade na praça principal do Cairo lutando contra os apoiadores do regime.

25 dezembro 2011

P/ LEITURA: Ventre da Dança: Ma liberté de danser - Prefácio

Ventre da Dança: Ma liberté de danser - Prefácio: Gente, como eu ando enrolada, mas não quero deixar o blog sem atividade, vou fazer algo que as meninas que foram na minha palestra no início...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ma liberté de danser - Prefácio

Gente, como eu ando enrolada, mas não quero deixar o blog sem atividade, vou fazer algo que as meninas que foram na minha palestra no início de dezembro pediram: vou colocar o material da palestra aqui :-)

Mas vou colocar aos poucos, até pra não enjoar, ok? Então, farei o seguinte, a cada 15 dias vai sair um resumo de cada capítulo do livro, junto com a pesquisa que eu fiz por fora, tanto da história da Dina quanto da história do Egito e de outras bailarinas também. Também separei alguns trechos do livro e traduzi para ilustrar.

Então, para começar eu traduzi todo o prefácio, que é muito lindo!

Com vocês, Ma liberté de danser!



PREFÁCIO
Dina, a última bailarina

Existem tantos Egitos... aquele das rochas, da eternidade faraônica, dos templos e das pirâmides. Aquele das areias, dos desertos cor de ocre, das redondas dunas. Aquele do Nilo, com suas paisagens inalteradas há séculos, seus camponeses em roupas brancas curvados sobre os campos de cana de açúcar.

Também existe o Egito dos mitos. Aquele dos deuses e deusas, dos faraós e suas rainhas, cuja graça e elegância enfeitiçam ainda as paredes dos monumentos que mais de 15 milhões de turistas visitam por ano. Mas, cada noite, do Cairo à Assuã, da costa de Alexandria até a beira do rio em Luxor, esses turistas estão também a procura de uma outra lenda: aquela da bailarina de dança do ventre, mulher absoluta, sedutora e feiticeira.

Esse mito, com o qual cruzei numa noite de abril. Uma dessas noites que o Cairo adora prolongar nos cinemas, restaurantes e cafés. Para o viajante, o estrangeiro de passagem, que não conhece esse país, essas noites são uma oportunidade de mergulhar em uma das realidades do país, longe dos batidos clichês turísticos. É preciso ir até a beira do Nilo, para ver o rio pontilhado por uma guirlanda brilhante de barcos, onde famílias inteiras vadiam, jovens e velhos juntos numa alegre corrente humana nas bordas dos navios. É preciso ir aos teatros, onde a boa sociedade cairota se aperta para aplaudir os grandes atores, cujas atuações são comentadas nas colunas dos jornais de Argel até Damasco. Ao mesmo tempo, no centro da cidade, certos cafés recebem escritores e intelectuais, que ficam por horas nos seus salões, no meio da fumaça dos cigarros e do vapor quente das taças dos chás perfumados com menta. Nessas noites, o Cairo lembra a sua gêmea imaginária, a capital das mil e uma noites, dos mil e um prazeres.

21 dezembro 2011

P/ LEITURA: Ventre da Dança: Ma liberté de danser

Ventre da Dança: Ma liberté de danser: Por Lalitha Quem conhece meus outros blogs (é só ver aí do lado rsrsrsrs) sabe que sou viciada em livros. Viciada em níveis quase doentio...

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Ma liberté de danser

Por Lalitha


Quem conhece meus outros blogs (é só ver aí do lado rsrsrsrs) sabe que sou viciada em livros. Viciada em níveis quase doentios. Mas de vez em quando esse vício rende frutos excepcionais, e um exemplo disso é o livro da bailarina egípcia Dina, que foi lançado esse ano na França.

Você leu certo, a musa inspiradora de muitas bailarinas no mundo inteiro lançou um livro! Auto biográfico! Com ajuda de uma repórter francesa, claro, também não é para tanto.

Fiquei namorando o bendito livro por um mês na Amazon francesa, até chegar a conclusão que não dava para não comprar, e aí arranjei uma bela desculpa para comprar 20 livros (divididos entre a Amazon americana e francesa, veja bem), desses a maioria fala sobre a dança do ventre ou sobre o mundo árabe... mundo civilizado é outra coisa!

Pois bem, o livro da Dina é MUITO LEGAL! Além de ser escrito na primeira pessoa, com ela contando para você como foi a vida dela até hoje, inclui impressões de primeira mão sobre como a relação do povo egípcio com a dança do ventre foi mudando nos últimos 20, 30 anos. Em outras palavras, ainda por cima é uma bela aula de história e de cultura! Podia pedir mais?

Então, como o livro por enquanto só está disponível em francês (mais fresquinho do que isso impossível!!!!), vou dar uma ideia do que vocês podem encontrar na história da Dina, mas sem spoiler, porque acho sacanagem. Ela passa por todos os momentos marcantes da sua própria vida, o que é bem interessante, afinal todas querem saber como foi que ela começou a dançar, não é? Onde ela aprendeu, com quem, se teve problemas com a família por conta da sua escolha... está tudo lá! De quebra ela descreve como é o seu dia a dia de diva no Egito! Uma ralação só... fiquei impressionada. Passa pelo nascimento do filho dela (a descrição do parto é ótima! Melhor propaganda da dança do ventre que já li), pelos casamentos mais importantes (inclusive a morte de um marido) e pelo escândalo em que ela foi envolvida e que aqui no Brasil quase ninguém ouviu falar.

De lambuja, ela comenta e explica porque nos vídeos antigos você vê todas as mulheres assistindo aos shows de dança do ventre descobertas, usando decote e cabelos da moda (da época, pelo amor de deus, o que é aquilo!), mas nos vídeos mais contemporâneos você conta nos dedos (isso quando você encontra) as mulheres que não estão usando véu. Pura aula de história e antropologia!